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Sexta-feira, 5 De Setembro De 2025 às 15:25:37

Após cinco anos de expansão, produtores de algodão recuam pela primeira vez

A redução é motivada, principalmente, pelas quedas da cotação da pluma.

Após cinco anos de expansão, produtores de algodão recuam pela primeira vez
Após cinco anos de expansão, produtores de algodão recuam pela primeira vez (Foto: Reprodução)


Após cinco anos consecutivos de expansão da área, os produtores de algodão de Mato Grosso devem reduzir o ritmo na safra 2025/26. A projeção consta no boletim anual do algodão, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A redução é motivada, principalmente, pelas quedas da cotação da pluma.


Além disso, os produtores reclamam dos custos elevados e comercialização mais lenta.


Atualmente, o valor da arroba da pluma está em torno de R$ 107, pouco mais da metade do patamar registrado em 2022, quando chegou a ser comercializada por cerca de R$ 200. A desvalorização teve início no final de 2022 e, desde então, tem se mantido abaixo de R$ 130 em diversas ocasiões, pressionando a rentabilidade do produtor.


O boletim destaca que a safra 2024/25 entrou para a história como a maior já registrada no estado. MT alcançou a maior área da série histórica, com 1,55 milhão de hectares cultivados, crescimento de 5,82% em relação à safra 2023/24. Já a produção foi de 3,01 milhões de toneladas de pluma.


O Imea também destaca que o Brasil se manteve como o maior exportador mundial de algodão pelo segundo ano consecutivo, reforçando a relevância de Mato Grosso no abastecimento do mercado global, que é o maior produtor dessa commodity.


Para a safra 2025/26, a expectativa é de redução de 7,28% na área cultivada, que deve recuar para 1,43 milhão de hectares. Essa deve ser a primeira queda após cinco ciclos de crescimento. O instituto pondera, no entanto, que ainda há fatores de incerteza, especialmente ligados ao desenvolvimento da safra de soja e ao ritmo de colheita, que influenciam diretamente a semeadura do algodão de segunda safra.


Com produtividade estimada em 290,74 arrobas por hectare, a produção de pluma no próximo ciclo é projetada em 2,58 milhões de toneladas. O principal ponto de atenção, segundo o Instituto, segue sendo a rentabilidade. A combinação de custos mais elevados, preços baixos e comercialização lenta tende a marcar o próximo ano, uma vez que, até o momento, não há indicativos consistentes de valorização da pluma no mercado.


Felipe Leonel Repórter | Estadão Mato |Grosso|Robson Almeida | Secom-MT

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